quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Biotecnologia


O desenvolvimento tecnológico recente, especialmente em relação às novas biotecnologias abriu inúmeras oportunidades para investimentos no aproveitamento sustentável dos recursos genéticos e da diversidade biológica em áreas de interesse químico, farmacêutico, agrícola e industrial. A importância da valorização da biodiversidade reside não apenas na preservação de ecossistemas, mas também como fonte natural de produtos para a exploração sustendada e o consumo humano.

Abaixo, algumas perguntas e respostas sobre o papel da Biotecnologia na preservação da natureza, entrevista dada pelo biólogo Fabrício Santos, da UFMG.

Como a biotecnologia pode colaborar para a preservação da natureza?

Fabrício
- Qualquer esforço feito para a preservação da natureza que minimize a ação danosa de nossa espécie sobre o ambiente e a biodiversidade é extremamente válido. É bom frisar que estas ações devem ser utilizadas para permitir a evolução natural das várias espécies nos seus ecossistemas.

Que ferramentas a biotecnologia utiliza com este fim?

Fabrício -
Para fins de diagnósticos do grau de extinção em que se encontram as diferentes espécies, podemos hoje utilizar metodologias parecidas com as usadas nos testes de paternidade. Estas ferramentas de caracterização da diversidade genética podem revelar o status de conservação de cada espécie em perigo e, a partir disto, propor estratégias de manejo específicas para cada uma. Para algumas espécies,
essa é, a médio prazo, a única alternativa de preservação, visto que o
homem têm acelerado o processo de extinção destas, principalmente pela
destruição de hábitats.


Que outra contribuição a biotecnologia pode trazer à preservação da natureza além do diagnóstico e minimização da extinção?

Fabrício
- Sabe-se hoje que a biodiversidade, ou seja, a diversidade de espécies que existem na natureza, é de enorme potencial econômico. Se houver um uso adequado da biodiversidade para fins de prospecção biotecnológica - a chamada bioprospecção -, isto deverá chamar a atenção para que se preserve aquilo que ainda não se conhece e pode revelar inúmeros fármacos, cosméticos e até produtos alimentícios. No entanto, é bom não confundir a bioprospecção auto-sustentável com algumas formas "exploratórias" da biodiversidade que não garantem sua própria preservação ou que não levem em conta o conhecimento tradicional das tribos indígenas, tal como vários exemplos de patentes de produtos da biodiversidade, feitos a partir do conhecimento indígena.


Fonte da informação:
 http://www.icb.ufmg.br/labs/lbem/reportagens/entrevistafrs.html

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